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Intenso Desejo - Parte I
O apartamento ficava no último andar de um prédio antigo no centro da cidade. As paredes eram revestidas de um papel de parede desbotado, e o chão de madeira rangia sob os passos. Era um lugar que guardava segredos, como um baú de memórias esquecidas. E foi ali, naquela noite úmida de verão, que ela o encontrou.
Ele se chamava Daniel. Um homem de olhos profundos, que pareciam ler cada pensamento que cruzava a mente dela. Ela, Sofia, era uma mulher de trinta e poucos anos, com um ar de mistério que atraía como um ímã. Trabalhava em uma galeria de arte, cercada por obras que contavam histórias de paixão e desejo, mas nada comparado ao que ela estava prestes a viver.
A primeira vez que se viram foi em uma exposição. Ele estava parado diante de uma pintura abstrata, os braços cruzados, os lábios levemente curvados em um sorriso irônico. Sofia não conseguia desviar o olhar. Havia algo nele que a intrigava, algo que a fazia querer se aproximar, mesmo sabendo que poderia ser perigoso.
— Você gosta? — ele perguntou, sem tirar os olhos da tela.
— Depende. O que você vê nela? — ela respondeu, desafiando-o.
Ele se virou lentamente, os olhos escuros fixos nela. — Vejo o caos. E você?
— Vejo paixão — ela sussurrou, sentindo um calafrio percorrer sua espinha.
Foi o suficiente. Naquela noite, ele a levou para o apartamento. As escadas pareciam intermináveis, cada degrau aumentando a tensão entre eles. Quando ele abriu a porta, Sofia sentiu o cheiro de madeira envelhecida e algo mais, algo que não conseguia identificar. Era como se o lugar respirasse, como se estivesse vivo.
Ele a conduziu até o centro da sala, onde um grande espelho cobria toda a parede. A luz fraca de um abajur projetava sombras dançantes, criando um clima de mistério e sedução. Daniel se aproximou dela por trás, seus lábios quase tocando sua orelha.
— Você confia em mim? — ele perguntou, a voz suave como seda.
Ela hesitou por um momento, mas então assentiu. Ele sorriu, satisfeito, e começou a deslizar os dedos ao longo de seus braços, até encontrar suas mãos. Com movimentos lentos e deliberados, ele a guiou até o espelho, onde suas imagens se refletiam, fundindo-se em uma única silhueta.
— Olhe para nós — ele sussurrou. — Dois corpos, uma só alma.
Sofia sentiu um arrepio percorrer seu corpo. Ele era intenso, quase assustadoramente assim, mas ela não conseguia se afastar. Ele a virou de frente para ele, seus olhos escuros queimando com uma chama que ela nunca tinha visto antes. Então, ele a beijou.
Foi um beijo que a consumiu por completo. Seus lábios eram firmes, exigentes, mas ao mesmo tempo suaves, como se ele soubesse exatamente o que ela precisava. Ela se entregou, deixando que ele a levasse para um lugar onde o tempo e o espaço não existiam.
Ele a despiu lentamente, cada peça de roupa caindo no chão como uma pétala de flor. Quando ela ficou completamente nua diante dele, ele parou por um momento, apreciando-a como se fosse uma obra de arte.
— Você é perfeita — ele murmurou, os dedos traçando leves linhas em sua pele.
Ele a levou até o espelho novamente, desta vez fazendo-a se ajoelhar diante dele. Ela olhou para sua própria imagem, vendo o reflexo de seus olhos cheios de desejo. Ele ficou atrás dela, suas mãos firmes em seus ombros, e então começou a explorar seu corpo com uma precisão que a deixou sem fôlego.
Cada toque era calculado, cada movimento projetado para levá-la ao limite. Ele a beijou no pescoço, nos ombros, nas costas, enquanto suas mãos deslizavam por suas curvas, acendendo um fogo que ela não sabia que existia. Ela gemeu, seu corpo tremendo sob seu toque.
— Você gosta? — ele perguntou, sua voz rouca de desejo.
Ela não conseguia responder. As palavras pareciam ter desaparecido, substituídas por sensações que a dominavam por completo. Ele sorriu, sabendo que tinha o controle, e então a levou ainda mais longe.
Ele a deitou no chão, o espelho refletindo cada movimento, cada expressão de prazer em seu rosto. Ele a beijou profundamente, seus corpos se entrelaçando em uma dança antiga e primal. Ele a penetrou com uma intensidade que a fez gritar, seus dedos se agarrando a ele como se ele fosse sua única âncora em um mar de sensações.
Eles se moveram juntos, seus corpos batendo em um ritmo que só eles entendiam. O espelho acima deles refletia cada momento, cada suspiro, cada gemido, como se estivesse gravando aquele momento para a eternidade. Sofia olhou para sua própria imagem, vendo o prazer estampado em seu rosto, e soube que nunca mais seria a mesma.
Quando o clímax chegou, foi como uma explosão, uma onda de puro êxtase que a consumiu por completo. Ela gritou, seu corpo tremendo sob o dele, enquanto ele a segurava firmemente, garantindo que ela não caísse.
Depois, eles ficaram deitados no chão, seus corpos ainda tremendo, o ar pesado com o cheiro de sexo e suor. Ele a abraçou, seus lábios encontrando os dela em um beijo suave e carinhoso.
— Você é incrível — ele sussurrou, sua voz cheia de admiração.
Ela sorriu, sentindo uma paz que nunca tinha experimentado antes. Naquele momento, ela soube que ele havia mudado algo dentro dela, algo que nunca mais seria o mesmo.
E assim, naquela noite úmida de verão, Sofia descobriu um novo lado de si mesma, um lado que só Daniel poderia revelar. E ela sabia que, não importa o que acontecesse, aquela noite ficaria gravada em sua memória para sempre.
Conto por Isabella Hartmann
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